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Ignorando Porto Rico

Em 1493, Cristóvão Colombo estava navegando pelos mares com uma pequena frota de navios, vagava "perdido" pelo Atlântico procurando algo que nem sabia bem o que era... quando adentrou uma surpreendente baía de uma ilha caribenha. Batizou-a de San Juan Bautista e, após rápida estadia para reabastecimento, partiu. Mesmo com as belíssimas praias douradas, emolduradas por palmeiras e a exuberante flora tropical, não levou consigo nenhum encantamento especial para com o local ora descoberto. A ilha descoberta por Colombo era Porto Rico.

 Galeão Espanhol

Mesmo diante da indiferença de Colombo, Ponce de León, que o acompanhava, resolveu que iria retornar a San Juan Bautista, atual Porto Rico, pois ouvira boatos de que os nativos usavam variados adornos feitos de ouro, e ele, Ponce de León, presumiu a existência de fartas quantidades do metal no solo da ilha. Passaram-se quinze anos até que Ponce de León retornasse a ilha e reivindicasse direitos sobre ela e suas possíveis riquezas minerais. Suas expectativas sobre infindáveis quantidades do metal dourado em Porto Rico foram frustradas: o ouro da ilha era pouco, e logo se acabou. Decepcionado, Ponce de León se mandou para o local onde hoje é a Flórida, nos Estados Unidos, e por lá seguiu sua história...

San Juan

Mas Porto Rico ofereceu um outro interessante recurso para os espanhóis: proteção. Sua principal baía era um porto seguro para os navios espanhóis que transportavam ouro das Américas para a Espanha. Ainda hoje, San Juan, capital de Porto Rico, com sua baía protetora, é um dos portos de escala mais movimentados do mundo.

Baía "protetora"

Mas... qual o valor de uma paisagem natural para Colombo e seus contemporâneos ? Zero. Entretanto, nos dias atuais, onde não precisamos tanto assim de uma baía protetora de navios (ainda desejamos e valorizamos muito o ouro...), a paisagem natural diferenciada é um artigo de luxo. É uma riqueza comparável ao metal dourado. E Porto Rico ainda agora nos oferece aquela belíssima paisagem ignorada solenemente por Colombo. A capital de Porto Rico é San Juan.

Cores de San Juan

Praia de San Juan

A cidade antiga e murada de San Juan, contrasta fortemente com a outra parte moderna e movimentada. A cidade é quase toda rodeada pelo mar. É uma cidade muito bem conservada, com casas pintadas em tons pastel, e sacadas enfeitadas com flores coloridas, e ruas calçadas com pedras cinza-azuladas. Ao invés de galeões espanhóis, lotados de exploradores atrás de ouro, Porto Rico recebe, nesses nossos tempos, a visita de imensos, modernos, e lotados de turistas, navios de cruzeiro. Além da interessante capital, San Juan, e das praias impecáveis, a ilha de Porto Rico, e seu entorno, oferece muito mais ao visitante: a reserva natural da Floresta Nacional de El Yunque, que possui deslumbrantes cachoeiras escorrendo pelas encostas de seus morros, bromélias de hipnotizante cor laranja, o lindo papagaio-de-porto-rico (ameaçado de extinção...) e a coquí, que é uma rã minúscula cuja imagem é símbolo oficial porto-riquenho.

El Yunque

A reserva natural de Guánica, detentora de uma raridade: uma floresta tropical seca. Guánica abriga a maior parte das aves nativas de Porto Rico e mais de 700 espécies de plantas. Além de uma costa oceânica, onde tartarugas-verdes e tartarugas-de-couro põem seus ovos, com magníficos manguezais e inesquecíveis recifes de corais.

Guánica

E pra terminar, bem próximo à ilha de Porto Rico, o visitante poderá ter a experiência de tomar "banho de estrelas": a ilha de Vieques possui uma enseada conhecida como baía Bioluminescente. Essa baía tem uma alta concentração de organismos marinhos fosforescentes (a mais alta concentração do mundo, diga-se de passagem, pois em nenhum outro lugar o efeito luminescente é tão intenso...). Esses organismos luminosos emitem um brilho azul-esverdeado, como pequenos "LED's" naturais. É um espetáculo natural dos mais incomuns. E para deleite dos visitantes, é possível mergulhar no meio desses pequenos seres (não são prejudiciais), e tomar o "banho de estrelas" (a água fica cintilante e ao escorrer pelos braços e corpos dos turistas, parece cheia de pequenas estrelas, tudo causado pela presença dos pequenos "LED`s" naturais).

"Banho de Estrelas"

Colombo pode até ter ganhado muito em suas outras descobertas, mas não sabe o que perdeu ao ignorar a pequena ilha de San Juan Bautista...

O Cisne-Negro Veneziano

Pontes de pedra em formato arqueado, janelas em estilo arabesco, terraços floridos e muitos inundados canais navegáveis. Essa é Veneza. Essa cidade italiana não possui ruas (pelo menos não ruas típicas de outras cidades). Possui canais.

A bela Veneza

O Grande Canal Veneziano

Nesses canais circulam um meio de transporte bem pitoresco: a gôndola. Corpo esguio de madeira, "pescoço" longo, cor preta: bem que a gondôla lembra um elegante cisne-negro. Dizem que é o tipo de embarcação mais famosa do mundo.

Uma gôndola

Ninguém sabe quando surgiu a primeira gôndola. Dizem que foi no século 11 d.C. A primeira imagem de uma gôndola remota ao século 15 d.C. E somente entre os séculos 17 e 18 d.C a gôndola recebeu a aparência que a tornou tão diferenciada de outros barcos. O nome "gôndola" também não se sabe de onde veio. Talvez tanha se originado de cymbula, que significa pequena embarcação, em latim, ou de conchula, que quer dizer concha, também termo originário do latim.

A gôndola: típica de Veneza

A gôndola é bem típica de Veneza. É um símbolo veneziano muito forte. Circular pelos canais de Veneza dentro de uma gôndola é uma maneira diferente de ver e conhecer a cidade. Ao observarmos as gôndolas circulando pelos canais percebemos que ela navega em linha reta. Mas como pode ? Sem remar dos dois lados, qualquer outro barco navegaria em círculos! Mas isso não acontece com a gôndola. Ela possui uma estrutura disforme: o lado esquerdo é mais largo que o direito. Essa distorção faz com que o lado direito fique mais inclinado para a água, compensando o impulso que é feito pelo remador, ou gondoleiro, apenas de um lado do barco, permitindo a navegação em linha reta. Outra elemento bem próprio da gôndola é a proa. Ela é feita de ferro, assim como a popa, que juntas, formam o conjunto das duas únicas partes da embarcação feitas de metal. A proa tem um desenho bem marcante. Antigamente ela servia como contrapeso ao gondoleiro, mas nos dias atuais, é apenas elemento decorativo. Belamente decorativo, por sinal. A cor preta é outro elemento peculiar das gôndolas.

Gôndolas

São muitas as explicações para esclarecer os motivos dessas embarcações serem pretas. Conforme uma das histórias, no século 17 d.C, por serem inicialmente as gôndolas muito extravagantes e ostentosas, o senado veneziano, em tentativa de diminuir os exageros, resolveu multar os gondoleiros que se excediam na decoração de seus barcos. Mesmo assim, alguns gondoleiros preferiam pagar a multa e manter a ostentação em suas embarcações. Diante da constatação de tal desobediência, um magistrado veneziano simplesmente resolveu ordenar que todos os barcos fossem pintados de preto. Existem diversas outras, porém, a explicação que é mais plausível sobre o uso da cor preta, era pela necessidade do uso de piche para tornar as gôndolas à prova d'água...

Fim de tarde no Grande Canal

Se um dia for à Veneza, observe bem o cisne-negro veneziano. Você vai se surpreender.

Trapaças Reais

Quem tem TV por assinatura já deve ter visto o programa Trapaças Reais do canal TRUTV. A idéia da atração é mostrar como três trapaceiros profissionais aplicam golpes reais, com relativa facilidade, em lojas, turistas, jogadores e até nos cassinos da cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos. Mas o que é mostrado no show da TRUTV é apenas uma pequena amostra das possibilidades de prejuízos, ou lucros, dependendo de qual lado se está, causados pelas técnicas de fraudes dominadas e aplicadas intensamente mundo à fora. Na maioria das vezes basta uma boa conversa pra vítima cair na armadilha do golpista.

Trapaças

Um exemplo bastante comum de golpe é o da mulher sozinha que cai de amores por um galanteador de lábia doce e irresistível. O malandro, carismático e com voz suave, ganha a ingênua na conversa bonita, e quando consegue tirar dela até o último centavo, desaparece como um fantasma. Essa é uma situação até muito mais complicada do que outros tipos de trapaças: além do prejuízo material, fica a dor emocional de ter sido enganada por alguém por quem se nutria o sentimento de paixão.

Charme

A fraude é definida como "qualquer ato ardiloso, enganoso, de má-fé, com o intuito de lesar ou ludibriar outrem". A maioria das fraudes aplicadas ficam sem punição por conta da dificuldade de provar o ato intencional. Também os altos custos para promoção de ações judiciais desestimulam as vítimas. Além do mais, os golpistas consomem rapidamente todos os recursos adquiridos com suas fraudes, tornando muito difícil, para as vítimas, qualquer possibilidade de recuperação de algum valor. A melhor coisa para evitar cair em fraudes é não acreditar. Se uma oferta for boa demais pra ser verdade, com certeza será apenas boa demais e não será verdade.

Cuidado com dados pessoais

Proteja suas informações pessoais. Cuide bem de seus documentos, incluindo extratos bancários. Não dê informações pessoais ou financeiras sem uma razão lógica e necessária. Tenha bom senso. Alguns golpes são baseados em promessas de que investindo certa quantia, haverá retorno financeiro alto e rápido. Essa é uma situação fora da realidade: racionalmente sabemos que não existe nenhum tipo de investimento que permita altos ganhos em curtos períodos de tempo. Nesses casos sempre haverá algum tipo de manipulação ilegal.

Esquema da Pirâmide

Veja os esquemas de "pirâmides": 6 pessoas recrutam, e recebem recursos, cada uma delas, de mais 6 pessoas, acrescentando 36 pessoas à pirâmide, essas 36, recrutam, e recebem recursos, de um total de 216 outras pessoas... e por aí vai... nesse esquema, chega-se a um estágio onde não é mais possível recrutar ninguém, e a pirâmide desaba. É nessa hora que surgem os perdedores, que ficarão com todo o prejuízo. Não se apresse em acreditar em propagandas e boas recomendações. Ninguém negocia com o objetivo de distribuir dinheiro ou dividir segredos de como ficar rico.

A Real Maçã do Amor

A simples menção da expressão "maçã do amor" já desperta nas pessoas a imagem do fruto da macieira, com ou sem cobertura de calda de açúcar saborizado, como um dos símbolos da paixão, do irresistível desejo por aqueles que tomam de assalto nosso coração. Mas você sabia que o verdadeiro, ou pelo menos, que o primeiro fruto representativo do amor não foi a maçã ? O primeiro símbolo do amor era resultado de uma plantinha raquítica que crescia na região andina sul-americana. Tinha frutos saborosos e que cresciam naturalmente na região, sem a necessidade de intervenção dos moradores do lugar. Essa planta foi parar no México, e batizada de xitomatl pelos astecas.

xitomatl

Os astecas curtiram tanto a descoberta dessa planta e seu delicioso fruto que logo o molho de tomate entrou para o cardápio básico da culinária asteca. Os espanhóis, quando chegaram às américas, também incorporaram rapidamente o tomate a sua cozinha. A partir do México, os invasores espanhóis exportaram grandes quantidades de sementes de tomate para a Espanha e para diversas outras colônias suas, espalhando o tomateiro por todo o mundo conhecido até aquele período.

O tomateiro

Apesar de toda a "badalação" inicial em torno do fruto comestível, suculento, e que resulta num molho delicioso, o tomate demorou quase 300 anos para se integrar definitivamente à culinária mundial: muito apreciado no México, o tomate era mal visto pelos europeus. O preconceito contra o tomate tomou forma por conta da classificação da planta como pertencente ao ramo das solanáceas, dada pelos botânicos europeus. Essa família de vegetais é a mesma da beladona, que é venenosa. Pra complicar a situação do tomateiro, suas folhas realmente contêm toxinas e liberam um cheiro intenso e desagradável. O tomate também foi incluído no rol dos frutos afrodisíacos, o que só colaborou para aumentar o preconceito contra a planta... Acreditando nessa teoria, os franceses denominaram o tomate como pomme d'amour (maçã do amor). Na América do Norte, a "vida" do tomate não foi mais fácil! Os americanos diziam que "o tomate tem um gosto tão desagradável, somente o comeria se estivesse morrendo de fome"!

Variedade: fruto pequeno

O molho de tomate

O resgate do tomateiro veio pelas mãos dos italianos, que o chamavam de pomodoro (maçã dourada): na Itália do século 17, o tomate já era profundamente popular. Com o surgimento da primeira pizzaria do mundo, em Nápoles, a demanda pelo tomate aumentou muito.

Pizza: sem tomate perde muito do seu sabor


Gazpacho: sopa fria de tomate

Assim, as pessoas começaram a consumir o fruto com mais naturalidade, menos preconceito e mais prazer. Nos dias atuais existem mais de 4.000 espécies de tomates. O tomateiro não é uma plante exigente, e pode ser cultivada praticamente em qualquer lugar do mundo. Há as variedades que geram frutos pequenos, ótimos para saladas, e os maiores que servem perfeitamente para conservas, saladas e cozidos.

O Blood Mary: vodca, suco de tomate,
suco de limão, sal,
molho inglês, tabasco e pimenta

Pizzas, molhos, saladas, sucos, doces, drinks... o tomate dominou o mundo: alguém imagina a culinária sem seu sabor ?

Rocky Mountains

Os americanos são no minímo estranhos... aliás, falando claramente, são muito preconceituosos, xenófobos e metidos! É por isso que muita gente nem pensa em visitar os Estados Unidos! É muito difícil conseguir o visto pra entrar na América. O fator, que deve muito em objetividade, "fui ou não fui com a sua cara" pesa demais na decisão do consulado americano na hora de conceder o carimbo. Mas uma viagem à terra do Tio Sam pode ser muito interessante. Além de realizações humanas impressionantes, lá existem muitas paisagens naturais diferenciadas, talvez únicas no mundo.

Tio Sam

As Montanhas Rochosas ou Rocky Mountains são um dos incríveis acidentes naturais que ocorrem no país e deixam o turista com a sensação de que valeu muito a pena a visita. As Montanhas Rochosas prolongam-se por mais de 4.800 quilômetros, a partir do norte da Columbia Britânica, no Canadá, até o Novo México, no Estados Unidos.

Parque Nacional Grand Teton

O trecho objeto deste artigo é o localizado no estado de Wyoming, nos Estados Unidos: sol forte, ofuscante, e ar fresco, é assim que começa a visita às Montanhas Rochosas, em Wyoming. Depois de uma viagem de quase 2800 quilômetros, de carro, aproveitando as excelentes estradas americanas, e bucólicas paisagens do caminho, desde Miami (leste) ao estado de Wyoming (oeste), chega-se ao "Parque Nacional de Grand Teton (é possível ir de avião até a Jackson Hole, no Wyoming, e depois ir de carro até o Parque, a viagem é bem mais curta: apenas 89 km de distância...).

Lago Jenny

A vista é deslumbrante, e é uma ótima idéia preparar algo para comer: um café da manhã, um almoço ou talvez um quase "jantar" de fim da tarde, dependendo do horário da chegada, claro...(nessa sugestão de viagem, o turista deve levar material de acampamento). Ficar comendo, às margens do lago Jenny, e apreciando o cenário é ótimo para relaxar, e descansar da longa viagem rodoviária.

As Montanhas Rochosas

Neste trecho das Montanhas Rochosas a paisagem é majestosa e o seu ponto mais alto é o pico Grand Teton, com aproximadamente 4.200 metros de altura, e rodeado de outras elevações que ultrapassam os 3.700 metros de altura. O lado oriental das Montanhas, ou seja, vindo da costa leste dos Estados Unidos, pelas planícies, é de onde se tem as melhores imagens da cordilheira Teton.

 O lago Jenny pela manhã

O lago Jenny, tem origem glacial, e fica bem nos sopés das magnifícas montanhas. O raiar do sol nesse lago é muito bonito. Fotografar a paisagem, logo nas primeiras horas da manhã, gera imagens sensacionais: é um festival de tons rosados e dourados nas faces dos montes e no reflexo das águas do lago. E sem muito esforço, no mesmo cenário, é até possível incluir na fotografia o belíssimo cervo-orelhudo...

O Cervo-Orelhudo

O Parque Nacional de Grand Teton é bem propício à prática de trekking. Fazendo uma curta viagem de barco através do lago Jenny, chega-se a uma trilha que leva ao Inspiration Point. A trilha é bem íngreme e a bela floresta ao seu redor tem um clima muito frio. Lá no alto, no fim da trilha, já fora da floresta, chega-se ao Inspiration Point, de onde se avista um tapete azul-safira: é o lago Jenny em toda a sua extensão! O lago se destaca na paisagem como uma jóia caprichada! Mas não é só isso: bem acima dos visitantes se projetam as agulhas do Cathedral Group, que é o principal conjunto de picos afilados da cordilheira Teton. Impressionante! Dando continuidade ao trekking, após o Inspiration Point, a trilha fica mais amena, bem plana, e vai se inserindo no canyon Cascade.

Canyon Cascade

Esse canyon é formado por grandes rochedos, bem altos, e lindas cachoeiras, além da floresta peculiar. Aqui é relativamente fácil avistar o alce-americano, ilustre morador do local.

Alce-Americano

Outro animal fascinante que ocupa a região é a imensa águia-calva, símbolo dos Estados Unidos. A visão da águia-pesqueira também emociona, especialmente quando em ação, caçando, ou melhor pescando nos lagos do Parque.

A Águia-Calva

A Águia-Pesqueira

Tem ainda as manadas de bisões: enormes e muito peludos. Causam temor e admiração nos turistas.

O Bisão

O Parque Nacional Grand Teton é muito bem organizado e administrado. Procura manter seus visitantes bem informados e orientados por meio da publicação e disponibilização de diversos prospectos sobre o local, além de oferecer visitação em grupos guiada por profissionais especializados em história natural, que esclarecem as dúvidas e curiosidades dos visitantes sobre as origens do parque, sua fauna e flora. Realmente o Parque Nacional Grand Teton é uma visita imperdível. Para maiores informações, visite o site: http://www.nps.gov/grte/index.htm

Norte Coreanos Ganham do Brasil!

O título desse artigo é emblemático: é uma verdade ? Dá pra confiar ? Depende do ponto de vista: na Coréia do Norte, "governada" ou mantida em cativeiro pelo "interessante" ou asqueroso (tanto faz, depende do ponto de vista: tenho um colega que se diz comunista, que tem clara preferência pelos termos entre aspas...) Kim Jong-II, é muito provável que essa tenha sido a notícia dada ao povo (escravos ?) norte-coreanos.

Nem tudo que parece... é!


A História é confiável ?

É possível confiar em tudo o que nos é apresentado, especialmente no caso do passado mais remoto ? Sabermos o que aconteceu ontem, há uma década ou em priscas eras, quais foram os acontecimentos formadores da História, nos dão a interessante sensação de pertencimento a um grupo existente desde bem antes do nosso surgimento, e que vai durar até muito depois de nosso desaparecimento, talvez pela eternidade... a falta desse conhecimento nos deixaria desnorteados, a vida ficaria sem base, até sem sentido.

Desconfie

A História é uma grande fonte, talvez a única, de exemplos práticos sobre como o mundo funciona. Quem esquece ou desconhece o passado, mesmo o mais recente, está condenado a repeti-lo indefinidamente, para o bem ou para o mal. Mas podemos acreditar cegamente em tudo que a História nos conta ? Para que a História nos seja útil, ela tem que ser baseada em verdades. Mas sabemos que nem sempre a verdade é agradável ou lucrativa. Ouvir a verdade ou tomar conhecimento dela pode ser bem dolorido, ou prejudicial a eventuais interesses...

Conforme os interesses...

Os questionamentos, as dúvidas sobre o passado são esclarecidas por historiadores-pesquisadores-investigadores. Mas até que ponto as respostas dadas são verdadeiras ? Será que os historiadores-pesquisadores-investigadores não alteraram ou ocultaram  fatos relevantes por algum interesse pessoal ? Eles pesquisam, questionam e contestam. Seu alvo é encontrar a verdade.

Pesquisar, investigar, contestar

Os historiadores-pesquisadores-investigadores normalmente lidam com acontecimentos muito antigos. Por conta do tempo decorrido, e de interesses do momento, os registros produzidos se desgataram ou foram montados de maneira que não refletem a verdade, e consequentemente não dão as respostas adequadas, além do mais seus autores, muitas vezes já não existem mais, dificultando ainda mais o trabalho de "tradução" do passado... e obviamente não dá nem pra consultar esses autores desaparecidos, para confirmar seus relatos ou as evidências, pois como sabemos, mortos não dão notícias... Assim como nos dias atuais a narração da realidade pode ser adulterada, ou eufemisticamente falando, adaptada (vide certas emissoras de tv brasileiras...), na antiguidade (e nem tão antigamente assim..), conforme as possibilidades de maximização dos lucros, a História era contada pelo ponto de vista de quem detinha o poder, de quem o almejava, ou por seus amigos. Um exemplo bem clássico é o da antiga União Soviética: o segundo homem mais importante da Revolução Bolchevique, Trotski, teve seu nome ocultado, expurgado da história oficial do país apenas porque ele se desentendeu com o manda-chuva do momento, Lenim.

Benefício para poucos

Os países comunistas eram pródigos em adulteração de fatos. E hoje em dia os remanescentes ditatoriais ainda o são: China, Cuba, Coréia do Norte, e até a Venezuela, do bufão Hugo Chávez. Mas não somente esses. Países ditos democratas e respeitadores dos direitos individuais e sociais sempre praticam suas maracutais visando os melhores e maiores ganhos da hora, em benefício de alguns poucos...

Tenha discernimento

O Brasil é cheio de políticos honestos, autoridades acima de qualquer suspeita, pessoas bem-intencionadas... Por isso não aceite o prato pronto. Questione. Saber é muito bom, mas ter discernimento é fundamental. Pense nisso.

As Pirâmides Mexicanas

Todo o mundo, ou quase todo o mundo, conhece ou já ouviu falar das famosíssimas pirâmides egípcias. Elas foram cenário de diversos filmes, programas de tv, documentários... e uma delas, a Pirâmide de Quéops, construída há quase cinco mil anos, é a única das sete maravilhas do Mundo Antigo ainda presente na realidade contemporânea. Mas e as pirâmides do México ? Você conhece ? Já ouviu falar ?


Pirâmide das américas

As pirâmides mexicanas (existem outras pirâmidas similares em outros locais nas Américas...) também têm centenas de milhares de anos e são imensas: algumas com mais de 60 metros de altura e 220 metros na base! Mas há duas grandes e básicas diferenças entre as estruturas do antigo Egito e as do México: os monumentos das Américas normalmente não são túmulos, e foram projetados como uma grande elevação de terra, com uma escada, que "sobe" em sua face externa até o ponto mais alto, e um templo construído no topo. Aparentemente a engenharia utilizada nos projetos egípcios foi mais "sofisticada", mas nem por isso as pirâmides mexicanas são menos impressionante! A "Cidade dos Deuses", ou Teotihuacán, na língua náuatle, é o sítio arqueológico de pirâmides mais importante do México, e das Américas também.

Teotihuacán

Ele está localizado a aproximadamente 50 km da Cidade do México, e é um mistério para os pesquisadores. Foi abandonada por seus fundadores mais de 500 anos antes do surgimento dos astecas. Teotihuacán (nome dado pelos astecas quando a encontraram: não se sabe qual era a denominação anterior) é considerado o primeiro centro urbano do Ocidente. Surgido no início da era cristã, julga-se que tenha existido por uns 700 anos, até desaparecer. Em seu auge, lá pelos anos 500 a.C., acredita-se que possuia uma população entre 100 mil e 200 mil habitantes. Teotihuacán é composta por várias construções, sendo que as mais chamativas são a Pirâmide do Sol, que fica localizada no centro da cidade, e a Pirâmide da Lua, localizada no lado norte. Elas têm 63 e 40 metros de altura, respectivamente.

Pirâmide do Sol


Pirâmide da Lua

Não se sabe quase nada sobre Teotihuacán, sua origem, língua, organização social, ou os motivos de seu declínio. Além da "Cidade dos Deuses", existem outras pirâmides, ou vestígios delas, no México. Por exemplo, na Cidade do México, capital do país, bem no centro da metrópole é possível visitar o Templo Principal dos astecas, onde estão localizados as ruínas de uma pirâmide. Já o conjunto de pirâmides mais visitados no México é Chichén Itzá.

Chichén Itzá

Chichén Itzá

Esse sítio arqueológico faz parte das muitas ruínas da região maia, e são os de mais fácil acesso para os visitantes, pois está muito próximo da cidade de Mérida, na península de Yucatán. Em Palenque, os visitantes encontram o complexo de construções maia mais surpreendente: entre as muitas pirâmides e outros monumentos, está o Palácio e Templo das Inscrições, considerado o mais célebre templo de toda Mesoamérica pelo modo como foi arquitetado, e por ser uma exceção na região: é um túmulo.

Templo das Inscrições

Possui internamente uma escadaria "abobadada" e uma magnífica câmara mortuária. Pertenceu ao governador do lugar no sétimo século, Pacal, ou Uoxoc Ahau.


Detalhe com inscrições

Essas são apenas algumas das pirâmides encontradas nas Américas. Existem centenas de outras ruínas no próprio México, na Guatemala e em Honduras. As pirâmides do Egito são mais famosas, mas com certeza vale a pena visitar os monumentos das Américas: são estilos diferentes e que nos impressionam de forma totalmente distintas.

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